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A Paralimpíada e a necessidade da acessibilidade

Olá amigos leitores,

Neste final de semana teremos a cerimônia de encerramento das Paralimpíadas Rio 2016. A televisão brasileira não está dando tanto destaque à ela, mas quem tem a TV Brasil pode assistir a quase todos os jogos e também pôde ver a abertura, que foi muito bem produzida e digna de países desenvolvidos.
Quando assisti achei tudo muito lindo, momentos que ficaram na lembrança são:

A roda de samba (uma analogia à roda, da cadeira de rodas, ícone da mobilidade):
Fonte: BBC

 A dança com o robô, linda por sinal:
Fonte: Uol

E por último, o comovente revezamento da tocha:

 Que teve pessoas com mobilidade reduzida, onde conseguimos ver a dificuldade com que estes caminharam pelo estádio e por último um atleta em cadeira de rodas (Clodoaldo Silva), que teve que subir os degraus para acender a tocha. (Han?!):


Foi ai que me emocionei, ele parou em frente àqueles, sei lá, vinte degraus e se virou para o público, como iria conseguir? Teriam que carregá-lo? Teria que parar por ali? Desistir?
Pois é isso que eles fazem, quase todos os dias, eles desistem de sair de casa e ir ao centro da cidade, por que a loja não tem rampa, ou tem que pedir para alguém ajudar a subir a cadeira. Isto não é mobilidade, eles ficam imóveis neste pensamento, deficientes.
E, em pleno século XXI, nós ainda projetamos ambientes e não pensamos neles (ou nós no futuro), não pensamos no idoso que anda de andador, na mãe com carrinho de bebê, no moço que quebrou a perna, no deficiente visual, no cadeirante. Nós não somos assim, mas eu sou mãe e já andei na cidade carregando o carrinho de bebê, chega a ser assustador, ter que andar no asfalto porque o cidadão faz uma calçada inacessível.

Fonte: Londrina/PR - Calçada para Todos
(Degrau na calçada)

A legislação brasileira prevê, em obras públicas, a obrigatoriedade da acessibilidade universal, isto é, quem constrói é obrigado a prever rampas (com 8% de inclinação e não 50% como vemos por aí), corrimões e sinalização tátil para deficientes visuais.
Fonte: G1


A Arte+Arquitetura já fez projetos de acessibilidade em áreas comerciais e públicas, somos conhecedoras da NBR 9050/15 e defensoras desta prática em nossos projetos.
Projeto: Arte+Arquitetura
Acessibilidade passeio CELESC Tubarão

Projeto: Arte+Arquitetura
Criação de rampa para entrada em farmácia



Hoje então deixamos você com as seguintes perguntas:

Será que vivemos num lugar acessível?
Alguém já passou por alguma experiência onde a casa/trabalho foi insuficiente para receber alguém?
O que faltou? Rampa? Barras de apoio? Sinalização tátil?

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Fotos da obra pronta:





Alguns fornecedores:
Construtora: Lixateko Construções Materiais de Construção: Raffinare Tintas: Shop Tintas  Banheira: Aquasol  Telhas: Fernandes Telhas - Icetec